24 de abr de 2011

- Tão natural como a luz do dia


Sua mão entrelaçou na minha como forma de um laço, guiando-me até sua cintura como se quisesse sentir o aproximar um pouco mais. Os passos me levavam de um lado para o outro, numa melodia não tão familiar. Enquanto envolvia minha cintura eu envolvia seu pescoço e cruzava as mãos por trás.

Os rostos que estavam colados lateralmente se afastaram e sorriam um para o outro, foi neste momento que tudo clareou e se mostrou pela primeira vez.
Não eram aqueles olhos que eu queria olhar. Pelo primeiro instante a respiração ofegou; não era aquele sorriso que eu queria ver. Por um instante hesitei em sair dali, mas o que fiz foi segurar mais forte em sua mão, sem um motivo qualquer de lógica. Não que ágüem percebesse.

Sua mão subiu para o meu ombro e só o que eu conseguia pensar era em outra situação longe dali. O que parece engraçado é pensar em algo distante e rápido, difícil e estranho, com aquele perfume bem característico no ar, transpassando centímetros e suavizando o redor.

Não era aquela voz que eu queria escutar, emitindo elogios e frases meio descompensadas, retardando um descanso. Você me girou, soltou minha mão, o vestido se levantou um pouco e os olhos piscaram; o ritmo não era mais tão perfeito como antes.

O giro se transmitiu. Um vento, um sol, uma sintonia. Um sorriso perfeito e alegre, uma voz que eu queria escutar e uns olhos que eu queria ver. Era mais do que aquilo tudo; uma dança de sentimentos da vida. Sua mão entrelaçou na minha como forma de um laço, guiando-me... Sem mais palavras.

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