18 de jul de 2010

- Um pouco do que eu não contei.


Olá, tudo bem? Por onde você anda? O fato é que eu não sei mais de nós dois; e nem de você. Não sei mais o que te convém, apenas o que te convém por alguns breves segundo, me perguntando qual das opções na minha mente você escolheu. Não conheço mais seus gostos, sonhos e segredos, nem seus medos e aflições. Não vejo mais seu sorriso e nem sua voz numa ligação particular. Nem sei se ainda carregas aquela foto com você, porque a que andava comigo se apagou da memória.
Confesso que às vezes penso em você e desejo saber se está tudo bem, se estas precisando de algo. Mas não tenho tempo e não quero ter tempo para suas histórias e novidades. Será que também pensas em mim e sente falta da minha mão em sua nuca em um horário qualquer. Prefiro pensar que as metáforas escondem o que eu realmente quero dizer.
Você conseguiu tudo o que queria? Não pergunto sobre viagens, carro e negócios, questiono sobre sentimentos. Talvez você não observou ou observou e não notou quando eu andava por árvores a te ver de longe, arqueando sobrancelhas e disfarçando a indiferença. Cada escolha uma renuncia.
O que eu posso fazer? Sinto-me distante de preocupações e sentimentos. Aquela menina de antes mudou um pouco, você percebeu. Minhas vozes a responder suas perguntas transmitem um pouco disso.
Não sou duas, nem três. Sou uma. Segundos antes de dormir lembre-se do bom dia... E eu não trouxe nenhuma flor pra você.

16 de jul de 2010

- Small talk

Não foi a toa que eu vim parar por aqui. A sensação que me traz é de dever cumprido, por mais que ele não tenha sido devidamente efetuado. E aquelas duvidas e incertezas somem diante de momentos e situações grupais que me levam a crer o quanto o cansaço vale a pena.
E é muito bom você acreditar em mim, porque se não eu não teria chego aqui! E é bom escutar elogios e façanhas duvidosas e engraçadas, que me fazem rir por horas; apenas boas companhias, apenas desafios, apenas alguns problemas comigo mesma e nada disfarça esta satisfação de estar por aqui... Onde eu parei.
Aquela feição diante do espelho é sinal de que tudo está no devido lugar, pelo menos por enquanto. E enquanto estiver assim, as cores dos diversos guardas-chuvas pendurados no teto se intensificam mais do que a própria chuva.
Não ligue para meus resmungos, críticas e reclamações. Esteja apenas por perto, para entender o que parece fora de controle. Não ouça minhas palavras tortas e sem sentidos, apenas escute.
Pode me chamar de apelidos engraçados e rir de como eu falo. Pode conversar em outra língua e corrigir meus erros, pode dividir segredos e expor opiniões.
Ahhh, isso é demais!

3 de jul de 2010

- Elementar


Não quero confundir o cheiro do teu perfume com o teu cheiro natural. Na medida em que te aproximas, vejo mais de perto teus olhos que permanecem por algum tempo nos meus. E quando procuras meu pescoço pra roçar teus lábios sinto algo correndo por dentro, desejando fazer o mesmo, em retorno. É nessas horas que às vezes penso ser só uma maneira de não tocares nos meus lábios.
E quando me pedes para não ir, por um momento eu quase acredito na verdade. Mas depois realizo que talvez possa ser só egoísmo da tua parte. Às vezes me vejo pensando em te abraçar e ficar assim por um tempo... Trocando nossas brigas e discussões, que me deixam ora rindo ora preocupada, por um silêncio, calmo, que transpareça o nada.
Queria por um tempo olhar teus pensamentos e tentar decifrar teus gestos. Não sou boa em enigmas, só entendo quando está tudo claro. E tuas palavras não transmitem o entendimento que eu preciso, a explicação que eu necessito; quando os rostos vão em uma direção e depois seguem outra ou quando as mãos se tocam.
Procuro não pensar no que poderia ter sido, mas no que é. Nos gostos e desgostos, nas palavras tortas com sentidos contrários. Nos toques de narizes, nos sorrisos e risadas. No quão chato, implicante, impaciente e incompreensível és; e perceber que somos idênticos neste quesito.
E quando me perguntam o que eu mais gosto, sempre digo que é de você!