1 de dez de 2010

- Conserva la ilusión


Um momento para se por ao mar. O sol nunca pediu para ter luz e brilho, assim como eu nunca pedi pra ver o teu olhar e imaginar teu sorriso.
Ao tempo que se passa tudo passa e tudo se cruza; como se o mar viesse ao encontro de quem precisa se por, mostrando o que eu já sei – a necessidade que um tem do outro. Um cada se escondendo por trás, achando que não é visto. Pobre coitado, sentimentos como esse, mesmo escondido, são visíveis para quem os escuta e enxerga.
Num horizonte tão claro e longe há apenas o tempo que parece mostrar um incerto, palavras bem claras e nítidas, mas difíceis de serem aceitas e uma tontería. Quem sabe alguém ainda possui lembranças e pensamentos que não se foram com o passar das situações adversas.
Os olhos ainda não se encontraram, mas quando contornarem a claridade forçarão a visão, numa metáfora de dificuldade ao incomum já tão repetido. Sempre existe um para ter medo e fugir; sempre existe um para buscar.
E aonde alguém tem tentado se mover. São espaços imprecisos que causam imobilidade forçada. Nada de supremacia, tristeza, sentimentalismo... É só conviver com os devaneios e calar o que não faz bem.
Mas tudo isso me faz muito bem. Fotos de um encontro. Lembro do que senti, do sentimento revelado.
Não importa o que aconteça; o sol sempre vai se por no horizonte. E nascer no outro dia. Todo dia. Todo dia.

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