10 de abr. de 2011

- When you look at me you don't know how I feel


Ela não queria que o champanhe surgisse como mágica em seu copo; ela queria apenas que algo a surpreende-se no meio do jantar. Ela não queria um cara perfeito, dos seus sonhos; só queria alguém que ela gostasse e gostasse dela.

Como um perfume no ar, é isso que ela sentia. Aquele sorriso de alegria por olhar fixamente em seus olhos, um brilho incomum. Poderia senti-lo por perto, quando ele encostava sua cabeça em seu ombro e pegava na sua cintura.

Isso tudo era o que ELA achava e sentia, só restava saber o que ELE achava e sentia. Ela queria um dia ser alguém pra ele, alguém que na verdade não existe e a fantasia cogitou criar. Alguém que ele realmente se esforçasse para dar certo, alguém com quem ele pudesse compartilhar sonhos e querer um futuro junto.

Seus olhos estalavam frente a situações que colocavam seu desejo em prova. Essencial. Essa é a palavra a que a ele se resumia. Sentimento. Saudade. Inventou uma desculpa para o procurar, ligou; não conseguiu. Inventou uma desculpa para dizer que ainda o amava. Também não conseguiu. Era uma garota pedindo para um menino lhe amar.

- Certo. – Ela está segurando a cabeça. – Certo. Escute. Eu não nego que estava pensando em você. Não nego que você acabou entrando no... Mas isso não quer dizer... – Ela levanta os olhos. – Eu estou pensando em você na maior parte do tempo. Essa é a verdade, eu penso em você.

17 de mar. de 2011

- Histórias que nos contam na cama, antes da gente dormir


Ele não era bem da família real, não tinha espada de luta e nem cavalo branco, mas andava sobe uma pose de príncipe, com direitos a elogios que nem realeza.

"Ah, tá okay, mas acho que temos necessidades diferentes por aqui..."

"Princesaaaa", era como um grito de guerra noturno, seguido de fogos semi-silenciosos, que atravessavam a tecnologia e se instalavam em emoções. "Saudades", sua segunda característica definidora.

Ao invés do cavalo se queria um cachorro. Ao invés do objeto de combate se queria uma aproximação. Para as noites de gala um terno ou smoking que lembrava um pinguin, através de uma foto postada. Para os outros dias, uma gola polo. Tudo servido pela necessidade de um abraço constante.

"Forever can never belong enough for me...", uma canção embalava seu Era uma vez. Ele não cantava suas melodias, mas tocava acordes de um teclado, desenhava pinturas e escrevia prosas. Não era um vilarejo de conto de fadas na imaginação de um leitor, é um lúdico transpassando a superfície, indo direto formar sua imagem real.

O antagonista da estória seria o destino, a princesa: a narradora. O sonho: real. Uma busca pela incerteza de um sim e um medo de um não. A problematização era a escolha divergente que se optou e a separação que aconteceu.
Mas no final do Era uma vez, existiam váriso coraçãozinhos que expressavam o que a voz não dizia. E o final para o Ever After ainda não chegara ao fim para comtemplar o que se esperava. Mas o que se esperava afinal?! Apenas algo que alegre o coração.

13 de mar. de 2011

- Te colocar sobre as minhas asas


Vou secar qualquer lágrima

Que ousar cair

Vou desviar todo mal do seu pensamento

Vou estar contigo a todo momento

Sem que você me veja

Vou fazer tudo que você deseja.

Mas, de repente você me beija

O coração dispara

E a consciência sente dor

E eu descubro que além de anjo

Eu posso ser seu amor.

8 de mar. de 2011

- O que for pra ser vigora

Se eu te perguntasse, você negaria. Como uma resposta adaptativa frente a uma situação desagradável. Você faria isso por medo de si, por medo de mim, ou por medo de qualquer outra coisa.
Não sei se me falo da realidade do seu contexto: uma distância tão grande e uma indecisão tão profunda; ou da realidade do meu contexto, uma dúvida permanente e um medo assustador. A dúvida vem do não saber optar frente a três opções e o medo é o de não conseguir com que as duas partes de unem e ter de encarar a verdade não planejada.
Das nossas coisas que eu me lembro é o seu poder de saber o que se passa comigo e o meu poder de retribuir o mesmo. Dos meus sonhos o que eu mais me lembro é de sempre construí-los sozinha, sem depender de ninguém para executá-los.
Recentemente tenho repetido a frase de felicidade várias vezes. talvez para me convencer disso ou para tentar achar o que há de errado. E a verdade é que eu não consigo achar nada de que eu me arrependa e peça para mudar. Dentro dos meus objetivos, você não se encontrava. Talvez esta tenha sido a questão, apesar de querer nunca almejei.
Sabe aquela vontade de jogar tudo pro alto e viver do que for designado?! Eu não tenho isso, meus planos me seguem e me rodeiam. Se não acontecer, ao menos busquei. Sabe aquela vontade de sumir!? Eu tenho isso, mas a realidade me consome e me diz que de nada adianta fugir.
Sabe aquele sonho de ter asas!? Eu sinto que isso está começando, de acordo com as minhas asas. Mas sabe aquela pergunta!? Se eu me perguntasse, eu negaria. Como uma resposta adaptativa frente a uma situação desagradável. Eu faria isso por medo de mim, por medo de ti, ou por medo de qualquer outra coisa.

1 de fev. de 2011

- O nosso instante mais bonito


Que seus olhos me mostrem sempre a mesma luz e me atraiam o mesmo sentimento e me levem pra um caminho sem volta, e me trague as cores e os desenhos que planejamos. Sonho tão lindo é ter certeza que teu cheiro e tua voz sempre serão memoráveis e que teu toque seja sempre de carinho. E se eu te abraçar, que assim permaneça por um tempo pra sentir o teu calor no final da tarde. E se você sorrir quando isso acontecer que seja por eu estar por perto. Não é fácil o que eu quero. Não é fácil sentir o que se sente. O que incomoda é a incerteza de um duplo sentido. O que eu quero e preciso escutar só vem de uma pessoa, o restante só serve para alimentar a saudade de uma confusão mal feita. No final de tudo, espero teu abraço e teu colo, me contando porque sempre estivestes por perto, descobrindo a semelhança nos traços, os ares que se cruzam, as mãos que se tocam e os sorrisos que se chamam.