18 de nov. de 2010

-Dentro de tudo que cabe em mim...


Eu só sabia o que não poderia ser feito; o quanto eu não deveria me aproximar. O passado do presente encontrou-se desprevenido, sem muitos sentimentos significantes.
Decair sem razão. Se o tempo não mostrar o caminho de segurança, irá mostrar o que deve ser seguido; sujeitos agudos com murmúrios adventícios de uma análise mal feita.
Suspeito do que foi dito, nada se encontrará como antes. No fundo, eu sabia que corria risco de ser surpreendida por algum feito fora do plano traçado com tanta cautela. E por isso me obriguei a escolhas confusas, ditadas por regras criadas, seguidas por melodias e canções.
E um fim acabou por não acontecer. E o tempo não sugeriu soluções; calou-se a esperar por atitudes, articulações de outros, conclusões sem fundamentos. Continua a esperar...
Me vejo abraçando um sonho longe daqui, mirada em uma razão não-comum, deixando para trás o que seria insubstituível. Provavelmente, nada deve acontecer. Mas quando chega o fim tudo fica bem. Do fim não se aproxima e para o normal encontra-se longe. Para o esquecimento o desejo.
Não quero flores e chocolates, desculpas ou perdões. Só quero não ser esquecida; do mesmo jeito que es para mim.

14 de out. de 2010

- À noite o céu é perfeito

Bom dia
Olha as flores que eu trouxe pra você, amor
São pra comemorar aquele dia
Que passei a viver do teu lado
Eu me lembro, entre nós não havia quase nada

E agora é só você que me faz cantar
E é só você que me faz cantar...

Havia mil motivos pra eu não estar naquele show
Mas o nosso destino foi escrito
Sob o som de uma banda qualquer
Eu me lembro, em setembro conheci minha mulher

E agora é só você que me faz cantar
E é só você que me faz cantar

Los Hermanos.

3 de out. de 2010

- O sol já vai se pôr no mar


Permita dizer que sou diferente do que você pensa e meus medos giram ao teu redor. A base que fundamenta qualquer estrutura se perde diante do meu próprio mundo, que está imerso em uma substância desconhecida... E não parece fazer funcionar.
Quero dizer, está tudo desordenado dentro de uma ordem incomum.
Eu digo que não tenho medo de nada, mas eu te confesso, tenho. Medo de me esconder embaixo de uma cabana no escuro e não conseguir sair de lá. Medo de te amar, e desejar te ver; de não saber as respostas para as perguntas, de te ignorar e me arrepender, de escutar um “Eu te amo” sem poder dizer o mesmo, de acabar acreditando que não posso acreditar em ninguém. Medo de não te ter por perto...
Aquele dia fugiu do comum. As asas se abriram e o vôo deu partida... Pra sempre, para nunca mais voltar, para nunca mais cantar o bom dia. Cercastes-te de medo também? Os transpassastes para mim, como em um fluxo irreal a distância.
Está tudo desordenado dentro de uma ordem comum.
O hoje me falta à compreensão. É só ver que somos os mesmos só que adultos interligados a bases diferentes, contadores de estórias e recordadores de lembranças. O que me afronta é a falta de compreensão e entendimento que permeia os meus pensamentos. O que me insulta é recordar do que já deveria estar esquecido.
E quero dizer-te que está tudo ordenado dentro de uma desordem incomum.

1 de out. de 2010

- Se você for...

O significado disso é liberdade. É poder olhar tudo e lembrar pouco. É esquecer por um tempo quem você é e de onde você veio. Caminhar descalço pela areia, olhar pro mar e sorrir por estar viva. Porque a vida é assim; feita de bons e maus momentos, mas os que realmente contam são aqueles que nos surpreendem e nos faz esboçar um sorriso só de lembrar.
E não me importa o que eu tenho deixado para trás, quero ver apenas o que está a minha frente. Buscar um caminho que me satisfaça e me eleve; acreditar que alguém sempre estará por perto; olhar pro mar e lembrar que alguém nos espera. Ver o branco e lembrar de um anjo, ver o sol e lembrar do brilho, ver o céu e lembrar do infinito.
Eu nunca te contei antes do quanto queria uma liberdade. Poder sumir sem falar, poder rir... Rir sem motivo específico; só se preocupar com quantas horas de sono você dormiu. Eu estive bem perto disso, vi um pedaço de um grande texto sendo construído com músicas.
O a representação disso é viver.

9 de set. de 2010

- Abaixo do céu

Eu não te contei o sonho que tive com você; você me carregava no colo como uma simples forma de cuidado. Também não te contei às palavras que tanto queria dizer, mas não parecem apropriadas,
Esqueci de mencionar a sintomatologia da vida, e os processos não patológicos que a circunda. Nem me toquei do real significado; nem relatei das trajetórias e pensamentos que me envolvem, me aproximam e me afastam da realidade calculada com meticulosidade.
Esqueci de te perguntar o que fazes por aqui com tanta freqüência e o que rodeia o teu ar. Perguntei somente teu nome por querer saber de que se trata.
Eu não sussurrei os pesadelos que necessitava compartilhar, e as pedras de giz que precisava para escrever no asfalto o meu nome; com letras maiúsculas contornadas pelo calor e borradas pelos pingos de água que desciam rumo a alguma camada profunda da terra.
Era uma visão turva e torta de um míope. Era um carregar simbólico que despertava um lindo sorriso de um sibilo sigiloso, em busca de um desejo qualquer; eram palavras desenroladas indo para seu ouvido através do caminho que desejava. Era o seu desejo transparecendo no meu sonho da tarde.
Quando vou perceber que, se eu estiver que querer vai ser você.